A experiência quase-morte (EQM) na Ayahuasca

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Ayahuasca produz sensações semelhantes às que são sentidas por pessoas que passam por Experiências de Quase-Morte (EQM), aponta uma nova pesquisa. Isso ocorre por causa da dimetiltriptamina, popularmente conhecida como DMT.

Publicado na revista Frontiers in Psychology, o estudo investigou a conexão entre as EQMs e o consumo de DMT. Cientistas do Imperial College London, no Reino Unido, administraram DMT via intravenosa em 13 voluntários participantes, considerados saudáveis. Eles ainda tiveram que responder um questionário com perguntas como "cenas do seu passado voltaram para você?” e “você viu ou se sentiu cercado por uma luz brilhante?”.

As reações deles foram comparadas com as EQMs de 67 pessoas. As afinidades entre as respostas confirmaram a evidência de que quem consagra a Ayahuasca é capaz de sentir o mesmo efeito de uma EQM. “Nossas descobertas mostram uma semelhança entre os tipos de experiências que as pessoas têm quando tomam DMT e as que relataram ter vivido uma EQM”, disse Chris Timmermann, autor da pesquisa, para a Newsweek.

David Nutt, professor que também contribuiu com o estudo, afirmou que os dados sugerem que "os conhecidos efeitos de mudança de vida do DMT e da EQM podem ter a mesma base neurocientífica" e Robin Carhart-Harris, líder do grupo de pesquisas do Imperial College, comentou: "o DMT permite estudar e, assim, entender melhor a psicologia e a biologia da morte".

Mesmo com esses resultados, os estudiosos notaram que havia algumas diferenças sutis entre as duas experiências. Pessoas que usaram DMT foram mais propensas a descrever "entrei em um reino sobrenatural", enquanto quem passou por EQM disse "cheguei a um ponto sem retorno".

Para os cientistas, essas distinções podem ser resultado de uma rigorosa triagem e preparação que precederam a dosagem de DMT nesses experimentos nos voluntários. "Esperamos realizar mais estudos para medir as mudanças na atividade cerebral que ocorrem quando as pessoas tomam o composto", falou o autor Timmermann. "Isso, junto com outros trabalhos, nos ajudará a explorar não apenas os efeitos sobre o cérebro, mas também se eles podem ter benefícios medicinais no futuro."

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